19 de agosto de 2011

Abra a porta


E você liga a televisão e se depara com essa mensagem no Mais Você.

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras.
Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:
- Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta?
- Vá e veja.
O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.
Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?

(Autor desconhecido)

Mensagem do doa 19 de agosto de 2011 no Programa Mais Você (Globo): http://anamariabraga.globo.com/home/mensagem/mensagem.php

Motivos?‏


Quando você faz a pergunta e aparece uma amiga pra te ajudar na resposta.

Então você me pergunta o porquê de tentar. Eu te respondo com um 'por que não?'
Por que não se arriscar uma vez, mesmo sabendo que tudo e todos são contra? Mesmo que essa idéia pareça estranha? Mesmo que, no fundo, você sente que nada de bom poderá acontecer? Por que não fazer alguma coisa diferente? E acredite, isso é diferente. Gostar de alguém que mora longe exige uma paciência extra de você, exige um controle emocional maior, exige um controle sobre o seu celular!
Sim, ele é o seu maior inimigo agora. Ele quem vai fazer você mandar mensagens bêbadas de madrugada, declarando amor eterno, vontade de casar e viver junto. E, se prepare, você vai mandar muitas. E junto com isso, vem a vergonha. Saiba usá-la a seu favor.
Você vai adorar acordar e sentir aquilo que você estará sentindo, mas logo vai se perguntar por que diabos entrou nisso quando lembrar que ele mora quilômetros de distância, mas aí você vai ver aquela foto dele sorrindo e vai esquecer o que tinha perguntando, e isso vai se tornar um ciclo. 
E lembra aquela expectativa do 'será que ele estará na festa?' Esqueça! Ele não estará lá por motivos óbvios. Você vai achar a festa sem graça, vai procurar outros caras que possam ser engraçados como ele, inteligentes como ele, bonitos como ele, e não vai encontrar, e se encontrar, você não vai conseguir não comparar um com o outro. E, se por acaso, você pensar em ir embora, ele vai te mandar uma mensagem que vai fazer você se sentir um pouco melhor. Ele vai ter fazer perceber que você é forte para aguentar as consequências que você tanto ouviu como seriam, e vai voltar pra festa.
As conversas serão longas. Vocês vão conversar de tudo, e de tudo mesmo. Você vai querer que ele seja sua válvula de escape, já que não mora perto e não conhece as pessoas ao seu redor; as opiniões dele serão sempre importantes. E você vai criar uma necessidade, não dependência, de contar as suas coisas pra ele, tanto as coisas boas que acontecerem, como as coisas ruins. E vai querer sempre ouvir o que acontece na vida dele também. Vão comparar as famílias, discutir qual mãe é a mais brava, vão contar casos de infância e como os signos afetam a vida de cada um.
Ele vai te desejar boa prova quando for aquela matéria que você estudou a semana inteira. E será pra ele a primeira mensagem dizendo que se saiu super bem.
E você vai querer abraços. Abraços de dias frios, de dias quentes, de aniversários, de Natal. E você não os terá. O seu controle emocional entra aí: em entender a falta do abraço que você mais queria, do beijo durante o cinema, das mãos dadas em um domingo à tarde. 
Você se sentirá completa e incompleta, vai viver em extremos. Vai acordar um dia e decidir que não dá pra continuar nessa situação, mas logo vai voltar atrás, quando você ver aquela foto dele, lindo, sorrindo pra você. 
Você vai entender porque pessoas legais moram longe, vai fazer planos de casamento e vai viver em sites de promoção de passagens aéreas. 
Você vai gostar de viver assim, de falar dele para os seus amigos, e ele vai gostar dos seus amigos, e você vai desejar que ele não morasse no fim do mundo.
Sim, durante todo esse processo, você chora, você briga, você desiste e volta atrás. É normal. Seus amigos estarão do seu lado para te ouvir falar a mesma coisa pela trigésima vez. Seus amigos serão mais importantes do que nunca, acredite.
Você aprende que o sentimento é como realmente as pessoas falavam, intenso e que pode durar muito tempo. Filmes de romance só servirão para você chorar e imaginar como você ficaria naquele penteado, já que você é a protagonista!
E se não acabar bem? Não acabou! Você não vai gostar, mas vai passar, como tudo que é ruim na vida.
E se acabar bem? Aí você vai entender o porquê que a gente precisa tentar.

FIM

Ah, tem um programa na GNT que chama 'Chegadas e Partidas' Nossa, morro de chorar. E você vai se imaginar nos aeroportos esperando ele hahaha


Texto adaptado de um email que recebi da Simone Macedo.

18 de agosto de 2011

A todos que não foram e não ligaram


Bom, você não foi. E não ligou. A mim, só restou lamentar a sua falta de educação. Imaginando motivos possíveis. Será que você não foi porque realmente não pôde ou simplesmente não quis? Será que não ligou para não me magoar ou justamente o inverso disso?
Estou confusa, claro. Achava que você iria.
Tanto que eu aguardei sua chegada por mais minutos do que deveria, inventando desculpas esfarrapadas para mim mesma. O trânsito, o horário, a meteorologia. Qualquer pneu furado serviria. E até o último instante, juro, achei que você chegaria a qualquer momento. Pedindo perdão pelo terrível atraso. Perdão que você teria, junto com uma cara de quem está acostumada, e assim encerraríamos o assunto. Mas você não foi.
Esperei outro tanto pelo seu telefonema, com todas as esclarecedoras explicações. Para cada razão que houvesse, pensei numa excelente resposta. Para cada silêncio, num suspiro. Para cada sensatez de sua parte, numa loucura específica da minha.
Se você tivesse ligado do celular, eu seria fria. Se tivesse ligado do trabalho, seria levemente avoada. Se a ligação caísse, eu manteria a calma.
Foram muitos dias nessa tortura, então entenda que percorri todas as rotas de fuga. Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação.
Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo o que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou.
Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma, nesta vida, para ser sincera. No que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão.
Não me responda, então, mesmo que deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.
Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não liga, é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especiais, não guardam?
Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?


Texto da Fernanda Young retirado do site da Revista Cláudia < http://claudia.abril.com.br/materias/2087/?sh=25&cnl=5>

11 de agosto de 2011

A carta que queremos receber

É sabido que todas as cartas de Amor são ridículas, mas tem umas que valeriam a pena ser escritas e enviadas. Essa foi escrita por várias mãos. Sabe quando você conversa com vários amigos e amigas e ouve tantas queixas, suspiros e indagações?! Juntei o que mais mexeu comigo e saiu assim. A carta seria de um homem para uma mulher, mas quase nada impede que fosse o contrário. Talvez algo que você tenha dito ou feito esteja relatado abaixo, mas pra saber, só lendo...


Vamos direto ao assunto, né?
Já faz um tempo que a gente se conhece. Já saímos algumas vezes, como você bem sabe. Já bebemos, falamos e fizemos mais coisas do que deveríamos e hoje eu parei pra pensar direito nisso tudo que já aconteceu e resolvi te escrever.
Acho que a última vez, e única, que escrevi uma carta foi no vestibular, porque relatório da universidade não é carta. Lembro que tinha umas paradas de por cidade, data e depois destinatário...
Sei lá, to me achando meio idiota em te escrever, nem sei se vou terás caras pra te entregar isso. Mas, eu vim aqui pra te dizer que de uns tempos pra cá eu tenho te visto diferente. Antes você era apenas uma amiga, que curtia futebol, ria das minhas palhaçadas, colocava meu nome nos trabalhos que a doidona da professora mandava fazer do nada e eu tinha ensaio com a banda, estágio, e não ia ter tempo pra fazer.
Eu sabia que ia me enrolar escrevendo, tá vendo! Mas, voltando, a gente já conversou sobre tanta coisa. Acho que você já me contou sua vida toda umas duas vezes: do babaca que te trocou por outra ao idiota que sumiu sem deixar rastros. Eu sempre ali, do seu lado 
Eu não te contei isso, mas lembra quando você viajou no começo do ano e ficou uns 20 dias fora? Eu ficava na internet o dia inteiro esperando um recado, um email seu, com o celular do lado, achando que você ia dar um sinal de vida. E a única resposta que eu tive foi de uma amiga sua que te marcou numa foto numa festa lá. Cara, você estava muito gata naquela foto. Tão linda que eu imprimi na mesma hora aquela foto pra poder ver melhor. Você é linda demais! E com tem cara capaz de dispensar você de qualquer maneira?!
Tá, eu sei que você é ciumenta, tem amigas doidas, é Cruzeirense doente, mas cara, você curte FUTEBOL!!! Ver aquele Santos e Flamengo com você foi muito foda, principalmente porque era você que estava do meu lado.
Eu poderia listar o que tantos outros já te falaram: do seu charme de óculos; da covinha, do cabelo cacheado, do nariz empinado quando tá com raiva...
E o aperto no coração toda vez que você vem toda romântica no FB e eu já te mandou um “xiii, apaixonou de novo???” e você me responde com um “não, tá louco!!! é a letra daquela música que eu ouvi ontem e te contei, olha o vídeo...” e ainda termina o comentário só pra me provocar um pouco mais “relaxa, você sabe que meu coração é todo seu! huahauaha”
Que vontade de jogar da ponte quem inventou o “huahauaha” que faz uma possível verdade virar brincadeira...
Não dá pra te ver com outros sabendo o que vai acontecer, como se fosse uma novela das 8. Eu tô de saco cheio de sair de casa pra encher a cara e ficar com qualquer uma pra não pensar em você.
E o que tem meia hora que to tentando dizer é isso. Que eu quero ficar com você direito, quero ter você do meu lado, sendo muito mais que uma amiga.
Não vou abusar da sorte de ser seu amigo e de saber muitas coisas que você já passou pra prometer ter dar o que os outros não lhe deram. Eu não sou perfeito, tô longe de ser um príncipe encantado. Mas posso ser Eu amando (e muito) Você.
Isso é um pedido para que você esteja um pouco mais na minha vida, num lugar ainda mais especial e que, agora, só pode ser ocupado por você...


Aceita?