20 de outubro de 2011

S_ _ _ _ _ _


Saudade de você.
Saudade de conversar contigo sobre qualquer besteira. 
Saudade de ouvir você dizer que a sua mãe faz a melhor comida do mundo, enquanto eu defendia a comida da minha mãe com garfos, facas e colheres.
Saudade de saber como foi o seu dia e de contar o meu.
Saudade de tentar resolver ou amenizar os seus problemas.
Saudade de fazer cachinhos no seu cabelo...
Saudade de ver você desfazendo os meus...
Saudade de ver futebol do seu lado e reclamar do juiz que protege os times do Rio e de São Paulo.
Saudade de acordar com um telefonema seu de “Bom dia!”.
Saudade das mensagens de “eu também te amo” durante as minhas aulas intermináveis.
Saudade do “dorme bem, meu anjo” antes de dormir.
Saudade de receber suas cartinhas pelo correio.
Saudade do seu cheiro nessas cartinhas...
Saudade dos seus emails em todas as horas.
Saudade da felicidade que eu sentia quando tinha você do meu lado.
Saudade.
Nada mais que Saudade!

Remar... Re-amar...


Olha, 


Eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.
Tá me entendendo? Eu sei que sim. 
Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou.
Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou.
Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. 
Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! 
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. 
Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! 
Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar.
Mas você tem que remar também.
Eu desisto fácil, você sabe.
E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. 
Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. 
Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. 
Eu te ensino a nadar, juro! 
Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! 
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser à toa, que vale a pena. 
Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.