Quanto tempo, né! Até hoje agradeço à Cláudia. Graças a ela pude saber um pouco mais sobre você, sobre suas ideias... não te contei? Ela me mostrou a caixa onde tem várias das suas cartas guardadas.
Quando falo em cartas, penso em música: guardo pra te dar as caras que eu não mando... cartas não olham nos olhos... escrevo-te essas mau traçadas linhas, meu amor... Fico sempre saudosista, não tem jeito.
Depois de ler as suas, me inspirei... tenho muitos motivos, assuntos, pessoas para escrever...
Cada carta sua que leio me faz lembrar de algum amigo, um caso diferente. Você consegue por no papel tudo o que eu penso, sinto... já parafraseei 89458496 coisas escritas por você.
Estou aqui enrolando e não disse o que eu, realmente, gostaria. O que eu quero e te agradecer por me mostrar como lidar com a inveja alheia, com aqueles que prometem ligar e não ligam... por me mostrar que nem tudo que você escreve é pra mim.
Não estou numa boa fase da vida, sabe... nem tudo vem acontecendo com eu queria. Isso tem me deixado triste, sabe. Sei que, se você pudesse me diria "Dá uma esquecida desse assunto, tenta focar as energias naquilo que depende da sua vontade. Caso seja necessário, para tirar de vez essa história da cabeça, mande você uma carta esculhambando e colocando um ponto final na questão.".
EU TÔ TENTANDO! Por isso estou te escrevendo pra botar pra fora com mais uma amiga. Nenhum dos meus amigos agüenta mais o mesmo assunto, a mesma cara de tacho... Você já passou por isso, sabe do que eu falo e sabe como eu estou. É normal a minha atitude, a minha postura, mas preciso elevar meu espírito pra não perder amizades que me fazem (ou, pelo menos, já me fizeram) tão bem.
Não me peça pra passar uma borracha porque nem você no meu lugar não conseguiria tal proeza. Estou triste com essa situação, você sabe. Já escrevi uma carta-desabafo-padrão que não deu em nada pra você ver o grau de desespero...
Não gosto desse termo mas tá foda!
Se souber como me ajudar a sair dessa, me liga! A gente marca com as meninas, bebe um vinho, come uma bela macarronada, ouve Maria Rita...
Que é uma pena, mas você não vale a pena, não vale uma fisgada dessa dor...
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