3 de setembro de 2011

Quando você não sabe como dizer, CANTE..."


Inquieta, Tonta e Encantada
Maria Rita

Após nove ou dez conhaques, acordei qual uma flor!
Sem Engov nem ataques, nem senti tremor...
Homem sempre me aparece, geralmente, bem me dou.
Mas um meia boca desses me desconcertou...
Tinindo estou, curtindo estou, criança, chorando e sorrindo, estou...
Inquieta, Tonta e Encantada estou...
Sem dormir, não tem dormir. O amor vem e diz: Não convém dormir!
Inquieta, Tonta e Encantada estou...
Me perdi, dominada. E daí? Errei sim! Ele é uma piada, piada solta em mim...
Ele é o fim!
E, até o fim, vou tê-lo para vê-lo com fé, no fim, Inquieto, Tonto e Encantado também...
Vi demais. Vivi demais. Mas, hoje, eu já adolesci demais...
Inquieta, Tonta e Encantada estou...
Niná-lo, eu vou. No embalo, eu vou. Um dia na pele, grudado, eu vou...
Inquieta, Tonta e Encantada estou...
Ao falar, ele sente travação, timidez. Mas, horizontalmente falando, ele é dez!
Perplexa e fim. Conexo, enfim. Com, graças a Deus, muito sexo em fim...
Inquieta, Tonta e Encantada estou...
Ele é tolo, mas um tolo o seu charme, às vezes, tem! Em seus braços eu me enrolo que nem um neném...
Caso é aquela coisa louca!
Nem dormindo eu estou desde que esse meia boca me desconsertou...
Sensata enfim, constato enfim. Sua baixa estatura, de fato, enfim...
Inquieta, Tonta e Encantada não mais.
Doeu demais. Rendeu demais. Você ganhou muito e perdeu demais!
Inquieta, Tonta e Encantada não mais.
Tive um surto dispéptico, mas viver já não dói. Tenho peito anticéptico desde que você se foi.
Romance, finis. Sem chance, finis. Calor a invadir o meu colã, finis.
Inquieta, Tonta e Encantada não mais.

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