23 de novembro de 2011

(...)


O teu desejo é o meu melhor prazer
Ele continuava deitado, em silêncio, olhando aquela lâmpada acesa, reparando cada sombra que ela fazia no teto branco daquele quarto quanto de paredes amarelas repleto de fotos dela sempre sorrindo ao lado dos amigos. E pensando que poderia ter uma foto dele por ali, talvez até marcada por um beijo apaixonado de um batom vermelho.
Ela que cochilava encostada no peito dele, de repente acordou como se tudo que tinha acontecido anteriormente tivesse sido apenas um sonho.
_Você já tinha pensado nisso antes?
_Nisso o que? – disse ela ainda sonolenta.
_Em nós dois aqui, assim, juntos no seu quarto.
_Hum, não sei, talvez sim. E você, chegou a pensar em nós dois juntos no meu quarto? – disse ela sorrindo com um sutil ar de deboche.
_Sim! E aconteceu tudo como eu imaginava.
_Sério?! 
_Assim, é meio difícil de explicar, é idiota, na verdade. Mas é como se fosse um Deja vu, uma novela... É como se eu estivesse escrito a história e agora, na vida real, eu esteja revisando cada capítulo e aprimorando o que eu imaginei. Agora eu faço acontecer do jeito que eu quiser.
Quando ele disse isso, ela se calou, se deitou no peito dele novamente, mas não se forma aconchegante com antes. E ele percebeu a diferença.
_Agora essa cabecinha boba deve tá achando que eu sou o Chapolin Colorado com movimentos friamente calculados, e que penso só em mim, no que eu quero ter e essas coisas, né?
Era exatamente nisso que ela pensava!
_Deixa eu te explicar melhor. Quando eu disse novela, não foi em tom de ironia, foi uma força de expressão, linda! Vem cá, olha pra mim...
Ela, com certo desdém, levantou o corpo e se virou de frente pra ele, naquele momento olho no olho. 
_Eu queria tanto te ver, escutar sua voz baixinho no meu ouvido, te olhar nos olhos, te encher de beijos. Há quanto tempo eu sonhava com isso... eu anotava tudo que eu queria fazer com você, tudo que eu queria te falar e eu sei que você fez a mesma coisa. Eu ficava tão angustiado com isso que começa a sonha acordado, achando que mais cedo ou mais tarde você ia aparecer na minha frente, no meu escritório, na minha casa, no bar, no cinema, conversando com a minha mãe...
Ela riu nesse momento. E ele continuou:
_Eu queria tanto ter você por perto que comecei a ficar louco. Sonhava com nossos beijos, abraços, nossas declarações das mais suaves às mais safadas, dessa nossa vontade súbita um do outro.
Ela parecia admirada com cada palavra que ele dizia.
_Você me estudou durante esse tempo todo, é isso?! Escreveu o meu Manual de Instruções praticamente...
_Quer que eu comece a falar por onde? Pontos fortes? Fracos? O beijo no pescoço, quase no ombro direto que te amolenga? O abraço na cintura que te arrepia? Cafunés no cabelo firmes e feitos na hora certa? Olha sua boca e essa covinha enquanto você fala só pra te fazer perder o raciocínio?...
_Se tá assim tão expert quando o assunto sou eu, me diz o que eu tô pensando e o que eu quero fazer agora.
_É um desafio?
_Pode se tornar um.
_Eu não sou O Astro, mas vou tentar. Você tá pensando em virar seu corpo todo de vez pra frente do meu, vai me olhar bem no fundo dos olhos e vai me encarar sem piscar...
Nesse instante, ela pensou “que merda, ele tá acertando tudo”.
_Você deve tá com muito ódio porque é isso mesmo que você quer fazer e eu adivinhei! Vai passar uma das pernas por cima de mim e vai me prender pela cintura com os joelhos. Boba! É lógico que eu não quero sair daqui!
Na medida em que ele falava, ela fazia. Eram palavras, movimentos, sensações sincronizadas.
_Agora você vai pegar as minhas mãos e vai colocá-las na sua cintura. Eu olho pro seu sutiã, louco pra tirá-lo, mas você me recrimina com uma olhada muito feia! Joga os cabelos pra trás. Vem mais pra perto de mim, vem! Vem com esse sorriso de menina, exalando esse cheio de mulher misturado com esse perfume de pimenta que me esquenta dos pés a cabeça e sussurra no meu ouvido nem assim:
_Você não adivinha e nem lê os meus pensamentos. É você quem escreve e realiza todos eles. – disse ela e, em seguida, mergulhou outra vez naquele sonho-amor, enquanto Marisa Monte cantava no rádio-relógio em cima da estante: 
“Que eu quero sentir o teu corpo pesando sobre o meu. Vem, meu amor! Vem pra mim, me abraça devagar, me beija e me faz esquecer...”

21 de novembro de 2011

O que eu precisava ler hoje...

"Se você está sofrendo por causa de um amor perdido, eu tenho más notícias: não há nada que você possa fazer. E não há ninguém que possa ajudar. Na melhor das hipóteses, você vai ter um amigo paciente pra levá-lo a um bar e ouvir suas queixas e, eventualmente, buscar você em um bar e leva-lo pra casa com segurança, nos dias que você se comportar feito um bobo. Na verdade, até existe alguém capaz de curar sua dor, mas esse alguém não costuma ter pressa: ele se chama tempo.
Portanto, procure levantar sua cabeça, e dar um passo adiante, por menor que seja, porque você ainda tem um longo caminho a percorrer dentro desse inferno. Ter pena de si mesmo não vai ajudar em nada, e por mais que você que não acredite, eu posso garantir que você sente algum prazer em cultivar esse sofrimento. Sim, estar triste é uma forma de exercer a paixão, quando o alvo dessa paixão já se foi. Você está usufruindo o seu direito de viver eternamente apaixonado. Isso é ótimo, prova que você é um romântico. Mas, coisas ótimas não costumam ser baratas, e você tem que pagar seu preço.
Em algum momento, tudo isso vai passar. E nesse caso, quando o furacão for embora, ele não deixará destroços. Tudo estará no seu devido lugar como se nada tivesse acontecido. Você vai recuperar suas noites de sono. Vai se sentir revigorado, vai tá feliz consigo mesmo, vai levantar sua auto-estima. Você vai tá pronto pra entregar seu coração à outra pessoa, mesmo correndo o risco de parti-lo em mil pedaços novamente, porque o amor... sempre vale a pena."

Você fala que eu te escuto

E você queria que eu fizesse o que? Cedo ou tarde me vem alguma lembrança dele, e aí? 


Não sei por que você se martiriza tanto por gostar dele...


Eu não tenho como explicar o que vem acontecendo, o que tô sentindo... Não sei o que passa dentro daquela cabecinha, ainda mais porque ele some quando o bicho pega, quando tá quase tudo jogado na cara um do outro!


Eu sei. Você gosta dele e sente um monte de coisas, mas assim como isso aconteceu sem explicação, não tem razão para querer achar explicação agora. E você quer motivos pra que?


É muito sonho pra pouca realidade.



7 de novembro de 2011

Acabou


E, finalmente, acabou.
Achei que doeria mais, que seria mais complicado do que realmente foi.
Achei que ocorreriam outras tentativas, outras recaídas, mas nada disso aconteceu.
Pensei num telefonema, que não houve. Talvez uma mensagem, que nunca chegou. Mas foi melhor assim.
Não sou daquelas que procuram Príncipes, mas você é daqueles que sempre preferem as Próximas. Não formaríamos um Par.
Engraçado é pensar que deixaria você tomar conta dos meus passos, não como um dono, mas como um parceiro, um amigo, um cúmplice, com quem eu pudesse contar em todos os momentos. Pensei em somar as minha ideias mais loucas com as suas e lutar pra realizá-las... doce ilusão...
Eu realmente não sabia nada de você e como sofri com isso. Tenho raiva de mim pelos momentos de fraqueza, perdendo meu tempo com algo sem futuro. Mas, ainda bem que existe a Realidade, os Amigos, fiéis e Queridos Amigos, que jogam na nossa cara uma das mais velhas frases que nunca queremos ouvir: ELE NÃO TE MERECE!
E te digo, dói muito ouvir, ainda mais quando sabemos que é verdade e que não queríamos que fosse. Este momento de perda – afastamento – luto não é fácil.
Mas, agora é arrumar a casa, arrumar minha vida, arrumar o coração, quem sabe ele “corre o risco de encontrar alguém” pelo acaso, na rua, no ônibus, num bar... quem sabe já haja alguém por perto, melhor, mais digno, que me queira bem, que me respeite, coisa que você não fez.
Tenho me sentido meio Fênix, que renasce mais forte, sem medo... 
E é assim que me sinto, mas não uma outra mulher, sim a mesma, recuperada de feridas, queimaduras, dores diversas.
Teria mais o que te dizer hoje, principalmente depois desses 365 dias, mas acho que o que importa é dizer que, por incrível que pareça, não vou te rogar nenhuma praga (por mais que você mereça!), não te desejo nenhum mal, nem vingança, nem que você morra, nem que tudo que você me fez te volte em dobro. 
A vingança não leva a nada!
Ah, quando me ver na rua pode me cumprimentar. Eu não mordo. Ainda! rs

2 de novembro de 2011

Mensagem




Maria Bethânia
Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou com uma carta na mão
Ah! De surpresa, tão rude, nem sei como pude chegar ao portão
Lendo o envelope bonito, o seu sobrescrito eu reconheci
A mesma caligrafia que me disse um dia "Estou farto de ti"
Porém não tive coragem de abrir a mensagem porque, na incerteza, 
Eu meditava, dizia: "será de alegria, será de tristeza?"
Quanta verdade tristonha ou mentira risonha uma carta nos traz
E assim pensando, rasguei sua carta e queimei para não sofrer mais...


Todas as cartas de amor são ridículas,
Não seriam cartas de amor, se não fossem ridículas
Também escrevi, no meu tempo, cartas de amor como as outras, ridículas
As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas
Quem me dera o tempo em que eu escrevia, sem dar por isso, cartas de amor ridículas
Afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas.


Porém não tive coragem de abrir a mensagem porque, na incerteza, 
Eu meditava, dizia: "será de alegria, será de tristeza?"
Quanta verdade tristonha ou mentira risonha uma carta nos traz
Assim pensando, rasguei sua carta e queimei para não sofrer mais...


Quanto a mim o amor passou
Eu só lhe peço que não faça como gente vulgar
E não me volte a cara quando passa por si
Nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor
Fiquemos um perante o outro
Como dois conhecidos desde a infância
Que se amaram um pouco quando meninos
Embora na vida adulta sigam outras afeições
Conserva, no escaninho da alma, a memória de seu amor antigo e inútil

20 de outubro de 2011

S_ _ _ _ _ _


Saudade de você.
Saudade de conversar contigo sobre qualquer besteira. 
Saudade de ouvir você dizer que a sua mãe faz a melhor comida do mundo, enquanto eu defendia a comida da minha mãe com garfos, facas e colheres.
Saudade de saber como foi o seu dia e de contar o meu.
Saudade de tentar resolver ou amenizar os seus problemas.
Saudade de fazer cachinhos no seu cabelo...
Saudade de ver você desfazendo os meus...
Saudade de ver futebol do seu lado e reclamar do juiz que protege os times do Rio e de São Paulo.
Saudade de acordar com um telefonema seu de “Bom dia!”.
Saudade das mensagens de “eu também te amo” durante as minhas aulas intermináveis.
Saudade do “dorme bem, meu anjo” antes de dormir.
Saudade de receber suas cartinhas pelo correio.
Saudade do seu cheiro nessas cartinhas...
Saudade dos seus emails em todas as horas.
Saudade da felicidade que eu sentia quando tinha você do meu lado.
Saudade.
Nada mais que Saudade!

Remar... Re-amar...


Olha, 


Eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.
Tá me entendendo? Eu sei que sim. 
Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou.
Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou.
Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. 
Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! 
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. 
Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! 
Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar.
Mas você tem que remar também.
Eu desisto fácil, você sabe.
E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. 
Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. 
Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. 
Eu te ensino a nadar, juro! 
Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! 
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser à toa, que vale a pena. 
Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.

28 de setembro de 2011

Mineira


Não sei quem escreveu, mas eu sei que adorei!

Mineira não usa perfume porque cheira gostoso demais! E o jeitinho irresistível que tem de conversar no portão? E fica sem encarar nos olhos, mexendo na barra da saia e na ponta dos cabelos, só pra conquistar... e conquista!
Mineira não fica bonita, ela já nasce formosa! Mineira não fala, proseia! Ela não dorme, adormece! Ela é mulher e menina, meiga e selvagem! Mineira é espontânea e arisca!
Mais?
Mineira ama diferente! Ela flerta de longe, promete com o olhar e depois cumpre tudo o que nos deixou sonhar! Mineira sabe que o amor não é pra discursar... é pra fazer e viver!
Ama com os olhos, com as mãos, com o sorriso, com os gestos! Mineira ama com o corpo inteiro e com toda a sofreguidão da alma!
Mineira? Não preciso esclarecer com palavras...
Ser mineira é não dizer o que faz, nem o que vai fazer... É fingir que não sabe aquilo que sabe...
É falar pouco e escutar muito, é passar por boba e ser inteligente!

24 de setembro de 2011

A mulher de Peixes - EU PRECISO COMENTAR ISSO!

A mulher de Peixes é conhecidíssima no zodíaco. São as mulheres à moda antiga, digamos assim.
(EU TENHO MUITAS ATITUDES À MODA ANTIGA, DIGAMOS ASSIM...)


As mais femininas de todas, de uma forma que nem as librianas sabem ser. 
(TENDO EM VISTA QUE CONHEÇO ALGUMAS LIBRIANAS MUITO FEMININAS E OUTRAS NEM TANTO...)


Se você procura a mulher para quem você puxa a cadeira, que pula nos seus braços quando sente medo e que olha pra você com toda a admiração que você viu poucas vezes na sua vida,
(EXISTEM MESMO HOMENS QUE QUEREM FAZER ISSO?!)


 então aqui está sua Chapeuzinho Vermelho. Proteje-a do lobo.
(EU NÃO SOU CHAPEUZINHO VERMELHO, NÃO QUERO UM PRÍNCIPE E QUANTO AO LOBO...)


Ela é uma sonhadora, crente fervorosa no alter ego das pessoas que ama. 
(FALTOU COMPLETAR “E SEMPRE TOMAM NA CARA POR ISSO”)


Ela crê que o homem com quem está é capaz de protege-la de uma dúzia de perigosos bandidos que possam abordá-la numa rua obscura. 
(FALTOU COMPLETAR “E SEMPRE TOMAM NA CARA POR ISSO”)


E um toque de sua fé mágica acaba convencendo-o que sim, é possível. 
(POSSÍVEL QUANDO ELA ESTÁ SONHANDO)


Ela é a mulher que muitos homens desejam, e acaba atraindo para si muitos dos olhares masculinos. Ela é isso... Nem mais, nem menos. Mulher na medida de uma mulher.
(PODEM ATÉ DESEJAR, ATRIAR OLHARES, MAS SEMPREQUEM O HOMEM ERRADO, NÃO É?)


A amante de peixes é como retiro espiritual onde você recarrega suas energias.
(TEM GENTE QUE ABUSA DISSO ATÉ DEMAIS)


Ela é suave e torna as coisas suaves. Acalmam. E sem fazer força ou usar de artifícios, acabam atraindo os homens pela energia que emana. Dificilmente culpará você por tudo, será exigente ou egoísta. É tão boa que nem parece verdade. 
(LEMBREI DE UM QUE ME CHAMOU DE PERFEITA UMA VEZ... ACHEI RIDÍCULO!)


O que é interessante porque as piscianas também são conhecidas por serem esponjas humanas. Absorvem para si todos os problemas dos outros. Assumem, decidem cuidar deles. 
(PRA QUEM AINDA NÃO ENTENDEU PORQUE EU VIVO DOENTE!)


Certamente que ela tem um bocado de problemas em sua vida e é bom que você não seja mais um deles. 
(FICA A DICA)


Elas são plácidas, mas vez ou outra (assim no susto do de vez em quando) ela abre firme suas guelras e esbraveja pra fora tudo que ela quiser...Porque é o direito dela depois de tanto tempo absorvendo tudo. Então, cuidado, uma hora seu peixinho vai pular pra fora do aquário se você abusar demais.
(“NÃO ESTOU SENDO GROSSA, ESTOU SENDO SECA!”)


São sonhadoras e ex-tre-ma-men-te sentimentais. 
(SÃO SONHADORAS E EX-TRE-MA-MEN-TE SENTIMENTAIS.)


Quando se sente magoada é capaz de derramar rios inteiros de lágrimas. É o tipo da mulher que chora na DR. E pode acreditar que você vai se sentir um assassino de coelhos nessa hora achando que cometeu a maior maldade do mundo.
(EU CHORO DE RAIVA!!!)


Elas sabem como parecer frágeis. Bom, mas elas não são. De outra forma, como elas poderiam ter sobrevivido ao enxame de conflitos e atribulações que rondam sua vida? 
(COLOCANDO A MINHA MÃO NA CARA DE QUEM MERECE!)


Elas são fortes porque continuam a nadar sempre, como um peixe.
(CONTINUE A NADAR... CONTINUE A NADAR... CONTINUE A NADAR...)


São tímidas. Tímidas mesmo. Então vai dar um trabalho se você quiser pescar o seu peixe. Ela ficará acanhada de vir abocanhar a isca. Em casos mais extremos a pisciana fecha bem suas escamas, foge do cardume e começa a imaginar porque é assim tão só. 
(É... PENSANDO POR ESSE LADO...)


No fundo, seu intenso desejo de fazer bem a todas as pessoas que ama, a faz crer que sua presença e suas vontades, de alguma forma, está pressionando, impondo, explorando ou se aproveitando dos outros, quando na verdade não é nada disso. 
(PRA QUEM AINDA NÃO ENTENDEU PORQUE EU VIVO DOENTE!²)


Nessas horas é importante que seu amante seja alguém independente, firme e eloquente para colocar ordem no oceano pisciano.
(FICA A DICA²)


Mas no fim dessa história a mulher de peixes sempre será aquela moça exalando feminilidade para todos os lados. A que passa com os olhos masculinos acompanhando, não seu porte, não sua beleza, apenas ela. 
(CURTI ISSO!)


Porque é difícil achar uma mulher que decidiu se assumir estritamente como mulher e o mínimo possível de masculinidade. 
(“HÁ UM MENINO, HÁ UM MOLEQUE MORANDO SEMPRE NO MEU CORAÇÃO...”)


Ela não quer avançar, não quer corromper e nem muito menos trocar os papéis com seu namorado. Ela só precisa ser enlaçada por seu braço forte em troca de sua paz.
(HUUUM...)


É um oceano particular. Tormenta e calmaria em curvas precisamente femininas.
(“NAS SUAS CURVAS DERRAPAR, SAIR DA ESTRADA, MORRE NO MAR”)


Não deixe escapar essa mulher de suas mãos!
(JÁ DEIXOU!)


Eduardo Aguiar escreveu essas características das Mulheres dos 12 signos. O fez perfeitamente, através de estudos e adaptações que ele realizou em um livro: "Seu futuro astrológico", de Linda Goodman. 


(E EU COPIEI O DO MEU SIGNO PRA EXPLICAR ALGUMAS COISAS PRA QUEM NÃO ENTENDEU AINDA!)

17 de setembro de 2011

Por que somos MONSTRAS?


Culpa de quem? Deles.

Relato de um homem:

“Tudo bem... queremos meninas legais, sexy, saradas, bonitas, inteligentes e boazinhas... Muito FÁCIL falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa q a gente pensa é: Oba, me dei bem. Ficamos com elas uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que as nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um relacionamento, vai ser uma relação estável. Você vai buscá-la na faculdade, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda a semana... Tudo básico, até virar uma rotina sem graça... 
Você vai olhar os caras bem vestidos e bem humorados indo pra noite arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista... você pensa: Acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da vida nesse relacionamento. E a boa menina se transforma, e aos poucos vai surgindo nojo dela, uma aversão. 
Quando você vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender... JÁ ERA. Daí aquela promessa de vida estável vai por água a baixo, se a menina não se da conta, a gente começa a ser grosso, muito grosso. E a pobre menina pensa: O q eu fiz?Coitada, ela não fez nada, a culpa é nossa mesmo...
Aí, a gente volta pra nossa vidinha, que a gente odiava até semanas atrás. A gente não vê a hora de sair e arrasar na noite... ou pegar aquela mulher gostosona que sempre quisemos.
Você chega em casa depois da balada, sozinho e fica tentando descobrir porque você não está satisfeito. De repente foi porque a menina da night, a linda, ficou contigo, mas nem sequer pediu o número do teu telefone.
FRUSTRAÇÃO. Daí, por mais que não queira, você pensa na sua menina boazinha que você deixou pra trás... ela podia ter seus defeitos mas era uma menina legal... ela te dava valor... Enquanto isso a boa menina, chateada, custa a entender o que ela fez pra te afastado dela... Daí essa dúvida vira ANGÚSTIA, que vira raiva. Daí a menina manda tudo pra PQP! 
Não quer mais saber de nada, só de sair, zuar, sair e beijar outros caras! Resolve não se envolver mais, pra sair lesada ou chateada... 
Muito bem, acabamos de criar uma MONSTRA!!!
O tempo passa e a gente continua na mesma... Volta a reclamar da vida e das mulheres. Elas só querem as coisas com homens cachorros e não estão nem aí pra nós... ou será que nós é que fomos os cachorros???
Elas são assim por culpa nossa. A mulher da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem, e assim sucessivamente... 
Provavelmente, essa nossa ex-boa menina, deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí... E eu a perdi para sempre, ela virou uma mulher enlouquecedora e a encontrei na balada, e ela?
Nem olhou pra mim (mas tava mais linda do que nunca)!”

11 de setembro de 2011

Não dá mais...


Momento adolescente que bem vale pra vida adulta...
Eu jurei dessa vez que não vou te procurar!
Quero pedir pra você também não me ligar.
Não dá mais, não dá mais...
Vou dar a tal liberdade que você tanto quis.
Quem sabe outra pessoa vai te fazer feliz?!
Não dá mais, não dá mais...
Quantas noites perdidas, quanto amor eu te dei...
Até nas suas mentiras eu acreditei!
Não dá mais, não dá mais...
Não adianta insistir, eu não vou entender.
Não há mais o que falar, agora é pra valer!
Não dá mais, não dá mais...
Se um dia a saudade trouxer solidão, um vazio no seu coração vai te fazer entender...
Não se deve dizer: NUNCA MAIS...


9 de setembro de 2011

Medo de se Apaixonar

Disseram que esse texto é do Fabricio Carpinejar sendo ou não, o que importa mesmo é ler e sentir cada frase dele.


Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus aguentam uma reza por mais de duas horas. 
Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. 
Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar, mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. 
Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. 
Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar às aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.

4 de setembro de 2011

Quando você não sabe o que fazer, PROCURE UM OMBRO AMIGO...


AQUI ESTÁ VOCÊ, DE NOVO, revivendo o mesmo final de outra HISTÓRIA DE AMOR. História essa, como todas as outras, cheia de altos e baixos, de muitos momentos bons e outros nem tanto e que, mesmo assim, deixarão saudades.
Agora você passa por aquele DOLOROSO período de DÚVIDAS, afinal, quem garante que a separação é a coisa mais certa? “E se a gente tentasse de novo, se a gente se perdoasse mais, se a gente deixasse o orgulho de lado? Se gente se preocupasse menos com coisas tão pequenas? Se a gente procurasse se entender mais?”
E se você tentasse tudo isso e não valesse à pena?... Já pensou nessa hipótese?
Além de tantas dúvidas, você conta, ainda, com a irônica presença da AUSÊNCIA que traz consigo uma TRISTEZA, que já é familiar de outros tempos, de outros amores, mas ainda assim é assustadora. Como dói ouvir inúmeras vezes aquela frase tão clichê “que pena que vocês não estão mais juntos”, ou ainda, “vocês faziam um casal tão bonito” e, pra piorar um pouco mais, “encontrei com ele ontem e perguntei por você, nossa, eu não sabia o que tinha acontecido”. Vem aquela VONTADE de ser surda e vestir a camisa do “EU NÃO QUERO ESCUTAR SEMPRE AS MESMAS COISAS”. Todo mundo já sofre o suficiente com uma separação, não precisamos de apoio pra sofrer MAIS ainda!
Eu sei. Tem horas que parece que ISSO TUDO NÃO VAI ACABAR, mas há sempre alguém pra nos dizer que SIM. QUE É CLARO QUE VAI ACABAR...
QUANDO VOCÊ ACORDAR DE MANHÃ, RESPIRAR CALMAMENTE, se LEVANTAR DA CAMA, se arrumar e sair confiante de que esse dia será melhor que o de ontem. Já será um grande começo...
QUANDO VOCÊ ESTIVER ao lado dos seus bons e velhos amigos, se divertindo com eles, mesmo que, por um instante, tenha a sensação DE QUE FALTA ALGUMA COISA...
QUANDO você estiver DIRIGINDO e OUVINDO UMA MÚSICA, lendo um livro no sofá da sala ou vendo um filme em que o personagem principal lhe pareça familiar, seja nos modos ou na própria história e isso faça com que você torça por ele e se IMAGINE NAQUELA SITUAÇÃO, buscando sua felicidade...
QUANDO você conseguir olhar novamente dentro dos olhos daquele cara que só você sabe o quanto o amou e o quanto ele te fez sofrer, SEM RESSENTIMENTOS OU MÁGOAS, e puder esboçar um leve e sincero sorriso...
QUANDO um novo sorriso lhe sorrir, um novo abraço se abrir para lhe acolher, um novo olhar lhe der aquela esperança que você tanto busca...
QUANDO essa nova energia iluminar o seu coração e fizer com que BROTE DENTRO DE VOCÊ UMA VONTADE DE AMAR DE NOVO, de uma FORMA BEM SIMPLES, bem natural, fazendo com que VOCÊ NÃO PRECISE SE PREOCUPAR COM MAIS NADA...
QUANDO isso acontecer... SIM, VOCÊ VAI VER QUE ACABOU.
DE VERDADE. 

3 de setembro de 2011

Quando você não sabe como dizer, CANTE..."


Inquieta, Tonta e Encantada
Maria Rita

Após nove ou dez conhaques, acordei qual uma flor!
Sem Engov nem ataques, nem senti tremor...
Homem sempre me aparece, geralmente, bem me dou.
Mas um meia boca desses me desconcertou...
Tinindo estou, curtindo estou, criança, chorando e sorrindo, estou...
Inquieta, Tonta e Encantada estou...
Sem dormir, não tem dormir. O amor vem e diz: Não convém dormir!
Inquieta, Tonta e Encantada estou...
Me perdi, dominada. E daí? Errei sim! Ele é uma piada, piada solta em mim...
Ele é o fim!
E, até o fim, vou tê-lo para vê-lo com fé, no fim, Inquieto, Tonto e Encantado também...
Vi demais. Vivi demais. Mas, hoje, eu já adolesci demais...
Inquieta, Tonta e Encantada estou...
Niná-lo, eu vou. No embalo, eu vou. Um dia na pele, grudado, eu vou...
Inquieta, Tonta e Encantada estou...
Ao falar, ele sente travação, timidez. Mas, horizontalmente falando, ele é dez!
Perplexa e fim. Conexo, enfim. Com, graças a Deus, muito sexo em fim...
Inquieta, Tonta e Encantada estou...
Ele é tolo, mas um tolo o seu charme, às vezes, tem! Em seus braços eu me enrolo que nem um neném...
Caso é aquela coisa louca!
Nem dormindo eu estou desde que esse meia boca me desconsertou...
Sensata enfim, constato enfim. Sua baixa estatura, de fato, enfim...
Inquieta, Tonta e Encantada não mais.
Doeu demais. Rendeu demais. Você ganhou muito e perdeu demais!
Inquieta, Tonta e Encantada não mais.
Tive um surto dispéptico, mas viver já não dói. Tenho peito anticéptico desde que você se foi.
Romance, finis. Sem chance, finis. Calor a invadir o meu colã, finis.
Inquieta, Tonta e Encantada não mais.

1 de setembro de 2011

Manhãs De Setembro


Pra começar bem o Mês ao som da Vanusa...


Fui eu quem se fechou no muro e se guardou lá fora.
Fui eu quem num esforço se guardou na indiferença.
Fui eu que numa tarde se fez tarde de tristezas.
Fui eu que consegui ficar e ir embora...
E fui esquecida... Fui eu...
Fui eu que em noite fria se sentia bem!
E na solidão, sem ter ninguém, fui eu!
Fui eu que em primavera só não viu as flores e o sol nas Manhãs de Setembro...
Eu quero sair. Eu quero falar. Eu quero ensinar o vizinho a cantar...
Eu quero sair. Eu quero falar. Eu quero ensinar o vizinho a cantar...
Nas Manhãs de Setembro... Nas Manhãs de Setembro...
Nas Manhãs de Setembro... Nas Manhãs...




19 de agosto de 2011

Abra a porta


E você liga a televisão e se depara com essa mensagem no Mais Você.

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras.
Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:
- Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta?
- Vá e veja.
O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.
Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?

(Autor desconhecido)

Mensagem do doa 19 de agosto de 2011 no Programa Mais Você (Globo): http://anamariabraga.globo.com/home/mensagem/mensagem.php

Motivos?‏


Quando você faz a pergunta e aparece uma amiga pra te ajudar na resposta.

Então você me pergunta o porquê de tentar. Eu te respondo com um 'por que não?'
Por que não se arriscar uma vez, mesmo sabendo que tudo e todos são contra? Mesmo que essa idéia pareça estranha? Mesmo que, no fundo, você sente que nada de bom poderá acontecer? Por que não fazer alguma coisa diferente? E acredite, isso é diferente. Gostar de alguém que mora longe exige uma paciência extra de você, exige um controle emocional maior, exige um controle sobre o seu celular!
Sim, ele é o seu maior inimigo agora. Ele quem vai fazer você mandar mensagens bêbadas de madrugada, declarando amor eterno, vontade de casar e viver junto. E, se prepare, você vai mandar muitas. E junto com isso, vem a vergonha. Saiba usá-la a seu favor.
Você vai adorar acordar e sentir aquilo que você estará sentindo, mas logo vai se perguntar por que diabos entrou nisso quando lembrar que ele mora quilômetros de distância, mas aí você vai ver aquela foto dele sorrindo e vai esquecer o que tinha perguntando, e isso vai se tornar um ciclo. 
E lembra aquela expectativa do 'será que ele estará na festa?' Esqueça! Ele não estará lá por motivos óbvios. Você vai achar a festa sem graça, vai procurar outros caras que possam ser engraçados como ele, inteligentes como ele, bonitos como ele, e não vai encontrar, e se encontrar, você não vai conseguir não comparar um com o outro. E, se por acaso, você pensar em ir embora, ele vai te mandar uma mensagem que vai fazer você se sentir um pouco melhor. Ele vai ter fazer perceber que você é forte para aguentar as consequências que você tanto ouviu como seriam, e vai voltar pra festa.
As conversas serão longas. Vocês vão conversar de tudo, e de tudo mesmo. Você vai querer que ele seja sua válvula de escape, já que não mora perto e não conhece as pessoas ao seu redor; as opiniões dele serão sempre importantes. E você vai criar uma necessidade, não dependência, de contar as suas coisas pra ele, tanto as coisas boas que acontecerem, como as coisas ruins. E vai querer sempre ouvir o que acontece na vida dele também. Vão comparar as famílias, discutir qual mãe é a mais brava, vão contar casos de infância e como os signos afetam a vida de cada um.
Ele vai te desejar boa prova quando for aquela matéria que você estudou a semana inteira. E será pra ele a primeira mensagem dizendo que se saiu super bem.
E você vai querer abraços. Abraços de dias frios, de dias quentes, de aniversários, de Natal. E você não os terá. O seu controle emocional entra aí: em entender a falta do abraço que você mais queria, do beijo durante o cinema, das mãos dadas em um domingo à tarde. 
Você se sentirá completa e incompleta, vai viver em extremos. Vai acordar um dia e decidir que não dá pra continuar nessa situação, mas logo vai voltar atrás, quando você ver aquela foto dele, lindo, sorrindo pra você. 
Você vai entender porque pessoas legais moram longe, vai fazer planos de casamento e vai viver em sites de promoção de passagens aéreas. 
Você vai gostar de viver assim, de falar dele para os seus amigos, e ele vai gostar dos seus amigos, e você vai desejar que ele não morasse no fim do mundo.
Sim, durante todo esse processo, você chora, você briga, você desiste e volta atrás. É normal. Seus amigos estarão do seu lado para te ouvir falar a mesma coisa pela trigésima vez. Seus amigos serão mais importantes do que nunca, acredite.
Você aprende que o sentimento é como realmente as pessoas falavam, intenso e que pode durar muito tempo. Filmes de romance só servirão para você chorar e imaginar como você ficaria naquele penteado, já que você é a protagonista!
E se não acabar bem? Não acabou! Você não vai gostar, mas vai passar, como tudo que é ruim na vida.
E se acabar bem? Aí você vai entender o porquê que a gente precisa tentar.

FIM

Ah, tem um programa na GNT que chama 'Chegadas e Partidas' Nossa, morro de chorar. E você vai se imaginar nos aeroportos esperando ele hahaha


Texto adaptado de um email que recebi da Simone Macedo.

18 de agosto de 2011

A todos que não foram e não ligaram


Bom, você não foi. E não ligou. A mim, só restou lamentar a sua falta de educação. Imaginando motivos possíveis. Será que você não foi porque realmente não pôde ou simplesmente não quis? Será que não ligou para não me magoar ou justamente o inverso disso?
Estou confusa, claro. Achava que você iria.
Tanto que eu aguardei sua chegada por mais minutos do que deveria, inventando desculpas esfarrapadas para mim mesma. O trânsito, o horário, a meteorologia. Qualquer pneu furado serviria. E até o último instante, juro, achei que você chegaria a qualquer momento. Pedindo perdão pelo terrível atraso. Perdão que você teria, junto com uma cara de quem está acostumada, e assim encerraríamos o assunto. Mas você não foi.
Esperei outro tanto pelo seu telefonema, com todas as esclarecedoras explicações. Para cada razão que houvesse, pensei numa excelente resposta. Para cada silêncio, num suspiro. Para cada sensatez de sua parte, numa loucura específica da minha.
Se você tivesse ligado do celular, eu seria fria. Se tivesse ligado do trabalho, seria levemente avoada. Se a ligação caísse, eu manteria a calma.
Foram muitos dias nessa tortura, então entenda que percorri todas as rotas de fuga. Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação.
Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo o que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou.
Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma, nesta vida, para ser sincera. No que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão.
Não me responda, então, mesmo que deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.
Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não liga, é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especiais, não guardam?
Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?


Texto da Fernanda Young retirado do site da Revista Cláudia < http://claudia.abril.com.br/materias/2087/?sh=25&cnl=5>

11 de agosto de 2011

A carta que queremos receber

É sabido que todas as cartas de Amor são ridículas, mas tem umas que valeriam a pena ser escritas e enviadas. Essa foi escrita por várias mãos. Sabe quando você conversa com vários amigos e amigas e ouve tantas queixas, suspiros e indagações?! Juntei o que mais mexeu comigo e saiu assim. A carta seria de um homem para uma mulher, mas quase nada impede que fosse o contrário. Talvez algo que você tenha dito ou feito esteja relatado abaixo, mas pra saber, só lendo...


Vamos direto ao assunto, né?
Já faz um tempo que a gente se conhece. Já saímos algumas vezes, como você bem sabe. Já bebemos, falamos e fizemos mais coisas do que deveríamos e hoje eu parei pra pensar direito nisso tudo que já aconteceu e resolvi te escrever.
Acho que a última vez, e única, que escrevi uma carta foi no vestibular, porque relatório da universidade não é carta. Lembro que tinha umas paradas de por cidade, data e depois destinatário...
Sei lá, to me achando meio idiota em te escrever, nem sei se vou terás caras pra te entregar isso. Mas, eu vim aqui pra te dizer que de uns tempos pra cá eu tenho te visto diferente. Antes você era apenas uma amiga, que curtia futebol, ria das minhas palhaçadas, colocava meu nome nos trabalhos que a doidona da professora mandava fazer do nada e eu tinha ensaio com a banda, estágio, e não ia ter tempo pra fazer.
Eu sabia que ia me enrolar escrevendo, tá vendo! Mas, voltando, a gente já conversou sobre tanta coisa. Acho que você já me contou sua vida toda umas duas vezes: do babaca que te trocou por outra ao idiota que sumiu sem deixar rastros. Eu sempre ali, do seu lado 
Eu não te contei isso, mas lembra quando você viajou no começo do ano e ficou uns 20 dias fora? Eu ficava na internet o dia inteiro esperando um recado, um email seu, com o celular do lado, achando que você ia dar um sinal de vida. E a única resposta que eu tive foi de uma amiga sua que te marcou numa foto numa festa lá. Cara, você estava muito gata naquela foto. Tão linda que eu imprimi na mesma hora aquela foto pra poder ver melhor. Você é linda demais! E com tem cara capaz de dispensar você de qualquer maneira?!
Tá, eu sei que você é ciumenta, tem amigas doidas, é Cruzeirense doente, mas cara, você curte FUTEBOL!!! Ver aquele Santos e Flamengo com você foi muito foda, principalmente porque era você que estava do meu lado.
Eu poderia listar o que tantos outros já te falaram: do seu charme de óculos; da covinha, do cabelo cacheado, do nariz empinado quando tá com raiva...
E o aperto no coração toda vez que você vem toda romântica no FB e eu já te mandou um “xiii, apaixonou de novo???” e você me responde com um “não, tá louco!!! é a letra daquela música que eu ouvi ontem e te contei, olha o vídeo...” e ainda termina o comentário só pra me provocar um pouco mais “relaxa, você sabe que meu coração é todo seu! huahauaha”
Que vontade de jogar da ponte quem inventou o “huahauaha” que faz uma possível verdade virar brincadeira...
Não dá pra te ver com outros sabendo o que vai acontecer, como se fosse uma novela das 8. Eu tô de saco cheio de sair de casa pra encher a cara e ficar com qualquer uma pra não pensar em você.
E o que tem meia hora que to tentando dizer é isso. Que eu quero ficar com você direito, quero ter você do meu lado, sendo muito mais que uma amiga.
Não vou abusar da sorte de ser seu amigo e de saber muitas coisas que você já passou pra prometer ter dar o que os outros não lhe deram. Eu não sou perfeito, tô longe de ser um príncipe encantado. Mas posso ser Eu amando (e muito) Você.
Isso é um pedido para que você esteja um pouco mais na minha vida, num lugar ainda mais especial e que, agora, só pode ser ocupado por você...


Aceita?

15 de maio de 2011

Triste e Alegre



A festa tinha tudo para ser divertida. Mesmo com o convite em mãos, algo dentro dela dizia que nada seria assim tão simples, tão fácil. Ela se arrumou, nada muito chamativo ou fora dos seus padrões clássicos: calça jeans, aquela blusinha comprada no brechó do centro que sempre cai bem quando não se sabe o que usar, um sapatinho para dar folga ao tênis, cabelos soltos, uma leve maquiagem para deixar a cara embaçada de todos os dias com um pouco mais de cor. E saiu. Atrasada, muito atrasada. Ligações e mensagens dos amigos que já estavam na festa bombardeavam seu celular. E as respostas-padrão na ponta dos dedos: "Atrasei", "tô chegando", "a culpa é do ônibus"... Já na porta do salão onde a festa corria solta, seu coração bateu mais forte. Alguma energia, vinda não sei de onde, fez com que Ela pensasse "É isso mesmo que você quer? Ainda dá tempo de desistir. Pensa aí.", e ela, cheia de coragem, mais uma vez deixou a razão falar mais forte que a intuição e entrou na festa. Ela queria saber o que estava por vir.

Triste: Quando estava no meio das pessoas, procurando seus amigos que ainda mandavam mensagens e ligavam insistentemente, Ela se deparou com a melancolia nos olhos de pessoas que Ela gostava tanto, assim como sentiu um frio na espinha ao ser destruída e devorada por olhos de Inveja, revestidos pela sombra de uma energia negativa vinda de quem Ela jamais gostou, mas que nunca teve coragem de revidar, por achar isso um tanto medíocre. Ela já aprendeu que é preciso ignorar tais momentos, mais isso não é fácil nem pra ela, nem pra você, nem pra mim, nem pra ninguém. Ali Ela foi magoada, esquecida, confundida, deixada... mas não contou pra ninguém e fez de um tudo para não se deixar abater. Mas Ela ficou Triste.

Alegre: Quando achou seus amigos, percebeu que a tristeza tinha sido momentânea, que, ao lado deles tudo se ajeitava da melhor maneira. Ao lado deles Ela sorriu muito, brincou, desabafou. Descobriu, realmente, sinceros e verdadeiros amigos. Daquele momento até o final a festa, sim, Ela esteve Alegre.

Ela sabia, desde que colocou os pés para fora de casa naquela tarde de sábado, que não deveria ter saído de casa, mas insistiu nessa ideia, quase fixação. Ela aprendeu que é preciso ver pra crer, é preciso dar a cara a tapa e ainda oferecer a outra face, se possível, com um sorriso lindo no rosto. Bem aventurados os amigos dela que sempre lhe disseram a verdade e, se Ela os escutasse e os levasse um pouco mais a sério, não precisaria passar por muitas situações complicadas e desnecessárias. Envolvida em tristezas e alegrias, Ela foi para casa. Não dormiu muito bem, a festa passava em sua mente com as cenas dos melhores e piores momentos. Na manhã seguinte, mesmo com o céu lhe sorrindo azul, Ela acordou nem Alegre, nem Triste, nem arrependida, nem na vontade. Ela acordou diferente. Ela acordou e entendeu que um único sentimento não dura por muito tempo na vida de ninguém. Assim como diz aquela música que Ela cantou com os seus amigos durante a festa, sempre existe o momento que se fica Triste... Alegre... se fica Triste... Alegre... se fica Triste... Alegre...

2 de abril de 2011

É hoje.


É hoje.
Tem que ser hoje.
Não posso deixar para outro dia.
Eu preciso te falar o que está entalado na minha garganta.
Já deixei esse papo de lado muitas vezes, mas DE HOJE NÃO PASSA.
Você sabe muito bem o que quanto eu JÁ GOSTEI de você, o quanto eu já fiz e aconteci pra te mostrar isso. Além dos seus vários números ridículos que eu tive que assistir, as brincadeiras idiotas, conversas atravessadas, pessoas inconvenientes que eu aturei durante todo esse tempo... Mas agora CHEGA!
Não posso mais me permitir sofrer por um cara que não sabe o que quer da vida, que não sabe nem quando está com fome. Que acha que a vida é uma eterna MICARETA.
Desculpa, mas o carnaval tem seu fim. Confetes, serpentinas e abadás já estão jogados no fundo do balaio e de lá sairão apenas no ano que vem.
Não pensei que diria isto, mas CANSEI de você!!! CANSEI de querer te agradar e não ter absolutamente NADA em troca.
Olha, meu querido, não quero te ver sofrer porque isso é coisa de gente fraca de ALMA.
Invés disso, eu vou sair pra comemorar o meu DESAPEGO, a minha LIBERTAÇÃO.
Agora eu sei o que é MELHOR PRA MIM... e você NÃO CONSTA na minha lista de FAVORITOS.
Claro que, se me der vontade, se bater uma CARÊNCIA BEM ABSURDA, a gente pode até marcar um café, um chopp, um teatro, até um cineminha... vou manter na minha lista de contatos o seu número por questão de conveniência, afinal de contas, imprevistos podem acontecer...
Nunca se sabe, né?!